%0 Thesis %9 Doctoral %A Santos Carvalho, Silas %D 2026 %F uninimx:24713 %I Universidad Internacional Iberoamericana México %K Desigualdades em saúde, Raça, Saúde da Mulher, Gestantes, Puerpério. %T Desigualdades sociais em saúde entre puérperas e na assistência em maternidades do interior da Bahia segundo a cor da pele entre os anos de 2022 e 2025 %U http://repositorio.unini.edu.mx/id/eprint/24713/ %X No cenário dos serviços de saúde às mulheres, merece atenção destacar que o grau de instrução e cor da pele são dois determinantes sociais da saúde que estão associadas a uma série de desfechos adversos. A desigualdade social segundo a cor da pele entre puérperas é um tema importante e complexo. O objetivo desse trabalho é analisar as desigualdades sociais em saúde entre puérperas e na assistência em maternidades segundo a raça/cor no interior da Bahia (Brasil) entre os anos de 2022 e 2025. Foi desenvolvido um estudo analítico, retrospectivo, tipo transversal, em três hospitais públicos que prestam atendimento ao parto nos municipios Feira de Santana, Itaberaba e Ruy Barbosa, localizados no interior da Bahia, Brasil. O tamanho amostral foi 384 participantes. As participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Procedeu-se a aplicação do questionário para a coleta de dados, contendo informações sociodemográficas, relacionadas ao acesso de consultas de pré-natal, histórico obstétrico dentre outras. Os dados foram tabulados no programa Statistical Package for Social Science 20.0 e analisados no programa estatístico STATA versão 11.0. Da amostra, 37,5% referiu cor da pele negra; a proporção de mulheres que tiveram seis ou mais consultas foi predominante entre mulheres brancas, 90,2% e 93,0% foram para as de cor preta e parda, respectivamente. Entre as mulheres negras, houve predomínio de síndrome hipertensiva na gestação; desfecho perinatal negativo, como baixo peso ao nascer e prematuridade, além dos recém-nascidos apresentarem índice de Apgar inferior a 7 no primeiro minuto de vida; peregrinação para maternidade; acesso ao parto e características do atendimento com mais variações no modelo de assistência. Conclui-se que é essencial abordar as desigualdades raciais no contexto do puerpério, promovendo políticas de saúde que garantam atendimento equitativo, respeitoso e culturalmente sensível, além de estratégias de apoio que considerem as especificidades de cada grupo racial e étnico.